Arquitetura a serviço da educação: projetos de escolas sustentáveis proporcionam nova experiência educacional

O ambiente onde o aluno é ensinado influencia na qualidade da educação que ele recebe?

A RYSC acredita que sim, e trouxemos para vocês dois exemplos de construções feitas para escolas que fazem a diferença.
Uma delas fica em meio à nossa floresta tropical, no Tocantins, e ganhou um importante prêmio internacional de arquitetura.
A outra está na África, e integra-se completamente ao ambiente e à cultura locais.

Escola Canuanã, a “Aldeia das Crianças” do Tocantis

Leonardo Finotti | Divulgação

Ao ver as fotos, a primeira impressão que temos é de que se trata de uma tribo indígena. Mas é a escola Canuanã.
A escola ganhou uma reforma impactante com o projeto do arquiteto Marcelo Rosenbaum e do grupo Aleph Zero.

A estrutura, toda de madeira de reflorestamento, privilegia a cultura e o trabalho dos indígenas javaés.
São os javaés que vivem na região há séculos. As cores escolhidas para ambientar o prédio também são inspiradas neles.

A estrutura levou quase um ano para ser construída, e serve a cerca de 800 alunos do ensino fundamental.

Leonardo Finotti | Divulgação

São dois dormitórios – um masculino e um feminino – área de estudos, de lazer e de convivência social.
Tudo isso para atender à demanda de estudantes que precisam dormir na escola.

Eles vêm de várias comunidades e assentamentos no entorno da fazenda onde a escola é sediada.
A Canuanã existe há 45 anos, e ganhou a remodelagem arquitetônica em 2016. O projeto venceu o Riba International Prize.

O prêmio, concedido no Reino Unido, é considerado um dos mais importantes do mundo no campo da arquitetura.
E o projeto da escola Canuanã foi o vencedor de 2018, ao lado de projetos em Budapeste, Milão e Tóquio.

Leonardo Finotti | Divulgação

Toda a concepção deste projeto arquitetônico foi pensada para privilegiar os recursos naturais disponíveis na região.
Os cômodos dispensam ar-condicionado, apesar do calor de 40°C que pode fazer na Fazenda Araguaia, onde fica a estrutura.
E o mais importante: a estrutura permite reduzir a evasão escolar, já que a maior parte dos alunos estuda longe de casa.

Escola Primária Tanouan Ibi, África

Outra escola que celebra tradições e culturas regionais é a Tanouan Ibi, na planície do Dogon do Mali, continente Africano.
Além da estrutura básica, são três salas de aulas – capazes de receber 180 alunos numa área de 360 m2.

O prédio é inteiro de tijolos aparentes. O design, inspirado na arquitetura Dogon. O projeto é do grupo LEVS Architecture.

LEVS Architecten | Divulgação

Os tijolos são, na verdade, Blocos de Terra Hidráulicos Comprimidos (BTHC), produzidos a partir do solo do lugar.

Essa opção reduziu os custos e incrementou a sustentabilidade do projeto arquitetônico, além de ser incrivelmente durável.
Os blocos também são altamente resistentes às chuvas e ao calor intenso, e proporcionam a redução da temperatura interna do prédio.

LEVS Architecten | Divulgação

Uma grande abóbada abraça as várias varandas, pensadas para dar mais conforto térmico e ampliar as áreas de sombra.

Com tudo isso, Tanouan se integra perfeitamente à paisagem e à cultura Dogon, tornando-se referência em arquitetura e em educação.

Por | 2018-11-29T10:27:23+00:00 29/novembro/2018|Sem categoria|Nenhum comentário